Catálogo do WhatsApp para lojas: variantes, stock, pedidos
Como montar o catálogo que a IA usa para vender no WhatsApp: variantes com preço, stock por tamanho, fotos, promoções com datas e importação da lista.
Pela Equipa Conversendo · 6 de outubro de 2026 · 10 min de leitura
Um catálogo que um assistente consegue vender não é uma lista de preços decorada: é a fonte da verdade do negócio — cada produto com o seu preço, cada tamanho com o seu stock, cada foto pronta a sair na conversa. Com isso feito, o cliente pergunta, a IA responde com o teu catálogo e o pedido fica registado com número, com o total calculado pelo servidor. Este artigo mostra o que o catálogo precisa de ter numa loja com variantes — tamanhos, cores —, como importar a lista que já tens e o que o cliente sente na conversa.
Em resumo
- O catálogo é a fonte da verdade: preço, stock e portes vêm sempre dele — a IA cita, o servidor calcula, e nada é inventado na conversa.
- Variantes sem multiplicar fichas: um modelo em 37–45 e três cores são variantes do mesmo produto, cada uma com o seu preço e o seu stock.
- O stock desconta quando o pedido é aceite, e cada movimento fica num livro — o palpite do caderninho sai do sistema.
- A promoção é um preço com datas: início e fim, e o servidor aplica o certo em cada dia, sem tocares no preço normal.
- Importas a lista que já tens: colas o papel (ou mandas foto/PDF) e a IA organiza; ou entra por CSV. Tudo passa por revisão tua antes de gravar.
- O catálogo alimenta também o site do negócio, com botão de WhatsApp e «Link de venda» por produto.
Para que serve o catálogo (e o que acontece sem ele)
Sem catálogo, o assistente continua a atender e a marcar horas — mas não vende: não tem uma tabela onde olhar, e responder «o preço é mais ou menos…» é precisamente o que um vendedor automático não pode fazer. Com catálogo ativo, a conversa de venda cabe inteira no WhatsApp: o cliente pergunta, a IA mostra o que há, recolhe o que o pedido precisa e fecha com número. O total — produtos mais portes — sai do servidor, a partir do teu catálogo e das tuas regras.
É esta a diferença para o catálogo simples da app gratuita do WhatsApp Business: lá, o catálogo é uma montra que o cliente folheia; aqui, é a informação que o assistente consulta para responder e montar o pedido — preços, stock e variantes.
Do produto às variantes: tamanhos e cores sem multiplicar fichas
Uma sapataria não vende «sapatilha» — vende a sapatilha em 37 a 45 e em três cores. No catálogo, isso é um produto com variantes:
- Produto — a ficha com nome, descrição, categoria, fotos e o preço base.
- Variantes — as combinações que vendes de verdade: tamanho, cor, o que o produto tiver. Cada variante pode ter o seu próprio preço, peso e stock; o que ficar em branco herda da ficha.
- «Gerar por opções» — escreves os tamanhos e as cores uma vez e o portal cria as combinações todas para revêres, em vez de ires criando uma a uma. Grafias repetidas («M, m») juntam-se numa variante só.
Regra prática: se duas linhas têm preços diferentes, são variantes; se são coisas diferentes, são produtos. O mesmo modelo em 38 e em 42 — variantes. Uma sapatilha e uma bota — dois produtos.
Stock por tamanho, verdade na conversa
O stock liga-se por produto ou por variante — e é aqui que se separa quem promete de quem cumpre:
- O que está no catálogo é o que se pode vender. O 42 em azul esgotou? A resposta é a verdade, com alternativa à frente — não um «deixa-me ver» que vira má surpresa no dia seguinte.
- O stock desconta quando o pedido é aceite — automaticamente, se assim configurares, ou quando a equipa o aceita no painel. Cada movimento (venda, ajuste, devolução, entrada inicial) fica num livro de movimentos, por isso qualquer saldo tem histórico que o explique.
- Vender acima do stock de hoje é uma decisão tua, por produto: ligas a opção e o assistente transforma a falta de hoje em encomenda para outro dia, com data proposta — o stock de hoje não se mexe. Para quem produz ou encomenda ao fornecedor, é a diferença entre perder o pedido e o levar.
- A reposição é editar a variante no catálogo: entra a caixa nova, sobe o número, e a resposta seguinte ao cliente já sabe.
Promoções com datas, preços «por confirmar»
Duas situações que qualquer loja conhece, com resposta no catálogo:
- Promoção: cada produto pode ter um preço promocional com o primeiro e o último dia, inclusive. Durante os dias marcados, o servidor aplica o preço promocional — na conversa, no total do pedido e no site; passado o prazo, volta o normal sozinho. Ninguém anda a editar fichas à meia-noite, nem sobra uma promoção esquecida.
- Preço por confirmar: a peça que depende do acabamento, o artigo sob consulta — fica marcado como sem preço definido e nunca é tratado como grátis. A IA não inventa valor: explica que o preço não está definido e ajuda com as opções que têm valores confirmados. Uma dúvida de preço não passa a conversa à equipa por si só.
Fotos e ficha: o que o cliente vê na conversa
Cada produto leva até oito fotografias, com uma de capa. Quando o cliente pede para ver («mostra-me», «tens foto?»), o assistente envia a foto de capa com o nome e o preço do catálogo na legenda — uma opção nas configurações da IA que nasce desligada e ligas quando quiseres. Sem foto no produto, ou com a partilha desligada, o assistente manda o link do site com o catálogo, em vez de descrever às cegas.
O resto da ficha também trabalha: categoria (para o assistente filtrar «o que há de casacos?»), atributos (marca, material — o que te descrever o produto), unidade (par, caixa, kg, metro) e mínimo por encomenda (as gravatas de três em três, se for o teu caso). E há termos de busca — os sinónimos que os clientes usam e que não estão no nome: escreves os apelidos que ouves no balcão e a pesquisa pesa-os acima da descrição.
Importar a lista que já tens
Ninguém monta um catálogo de raiz com prazer — e não precisas. Três caminhos, todos a acabar na mesma mesa de revisão:
- Importar com IA: colas a lista de preços tal como está no papel — ou mandas a fotografia ou o PDF — e a IA propõe os produtos numa tabela para revêres e completares antes de gravar. Nada é gravado sem ti.
- CSV: para quem vem de outra ferramenta ou vive em folhas de cálculo — nome, preço, stock, unidade, entre as colunas; ficheiros até 2 000 linhas. E exporta na mesma moeda: o teu catálogo sai em CSV quando quiseres.
- À mão: produto a produto, no portal, com foto e variantes. Para catálogos curtos, é uma tarde.
Como fica uma conversa (exemplo de sapataria em Aveiro)
Imagina a Sapataria Central — exemplo fictício de uma sapataria em Aveiro, com a sapatilha «Ria» em 37–45 e três cores. Terça-feira, 19h20 — a loja já fechou:
«Boa noite! A sapatilha Ria em azul, tamanho 40, têm?»
- O assistente consulta o catálogo: existe — azul, 40, com o preço da ficha. Responde com o preço e, como a loja ligou a partilha de fotos, manda a foto de capa da sapatilha.
- O cliente quer dois pares. O pedido começa a montar-se no servidor, com os preços do catálogo — a IA não soma à cabeça.
- Falta o jeito: o assistente pergunta se é para enviar ou levantar na loja, conforme o que a loja configurou. Morada dita, os portes saem das regras da casa; se a morada ficar fora da zona de entrega, o assistente não pede morada — oferece o levantamento.
- Cliente confirma → pedido com número, na fila do painel. Como a loja escolheu aprovação manual, o stock desconta quando a equipa aceita, de manhã.
Quinta-feira, o mesmo cliente volta: «e o 42 em castanho?». Está a zero. O assistente diz a verdade — esgotado — e, como a loja ligou as encomendas para outro dia, propõe o caminho que existe: encomendar para a semana, com a data à frente. No fim do mês, o livro de movimentos da sapatilha diz que tamanhos andam a esgotar sempre — a encomenda ao fornecedor nasce dos números, não do palpite.
O catálogo fora da conversa: o site do negócio
O mesmo catálogo alimenta o site que o Conversendo publica para a tua loja — o que está ativo no portal é o que o site mostra, sem segunda cópia para manter. E cada produto pode levar o botão de WhatsApp com mensagem pré-preenchida (usa o número do canal ligado, ou o telefone da ficha marcado como WhatsApp) e um «Link de venda» próprio — um caminho direto para o cliente encomendar aquele produto — que funciona mesmo antes de o número estar ligado. Para uma loja a começar, é a montra e o canal no mesmo sítio.
O que não existe (dito às claras)
- Não há botão «ver catálogo» dentro do WhatsApp. O catálogo da app oficial é uma coisa; o teu catálogo do Conversendo é outra: o assistente cita os produtos na conversa, manda a foto de capa ou o link do site. O teu catálogo não é publicado como catálogo nativo da Meta.
- O cliente não folheia o catálogo na conversa — pergunta, e o assistente responde com o que existe; quem quiser folhear tem o site do negócio.
- Não há pagamento dentro da conversa — nem MB WAY, nem Multibanco, nem link de pagamento. A forma de pagamento combina-se com o cliente, como sempre.
- O stock não sincroniza com caixa nem faturação — não há ligação a POS nem a software de gestão; o catálogo atualiza-se por ti, à mão, por CSV ou por importação.
Checklist antes de abrires o catálogo aos clientes
- Preços revistos linha a linha — e os «por confirmar» marcados como tais, para a IA não andar a adivinhar.
- Stock real por variante — ou a opção de encomenda para outro dia, onde fizer sentido.
- Foto de capa em tudo o que é vendável: é a foto que sai na conversa.
- Zonas de entrega e portes decididos — e o que acontece fora da zona (recolha na loja).
- Regra de aprovação escolhida: automática ou manual.
- Conversas de teste feitas no simulador do portal: pedido inteiro, desistência a meio, produto esgotado.
Quanto custa e como começar
O catálogo está incluído — sem módulo à parte: o plano Essencial custa 20 €/mês · Isento de IVA (art. 53.º do CIVA), com 30 dias grátis e sem cartão, e inclui assistente, catálogo com encomendas e stock, agenda, caixa de entrada da equipa e site do negócio. À Meta, cada número tem 1 000 respostas grátis por mês; acima disso, cada resposta paga a tarifa de serviço em vigor — o detalhe, com fontes oficiais, está no artigo sobre o custo da API do WhatsApp Business em Portugal.
Para o ciclo do pedido — do «têm?» ao número na fila — o artigo sobre como receber encomendas pelo WhatsApp segue a conversa até ao fim. Para ligar o número, o caminho oficial está no guia de automatização do WhatsApp para pequenos negócios — e, se já usas a app WhatsApp Business no telemóvel, a coexistência da app com a Cloud API explica o que muda e como se liga. Antes de criares conta, podes ver um catálogo destes a vender na demonstração da montra — os dados repõem-se sozinhos.
Perguntas frequentes
O cliente vê o catálogo dentro do WhatsApp, como na app?
Não há botão de catálogo nativo — o assistente cita os produtos na conversa, envia a foto de capa (se ligares a partilha de fotos) ou manda o link do site, onde o catálogo se pode ver inteiro.
Quantas fotos pode ter cada produto?
Até oito, com uma de capa. A capa é a que sai na conversa quando o cliente pede para ver o produto, com o nome e o preço na legenda.
O stock desconta sozinho?
Quando o pedido é aceite — automaticamente, no modo automático, ou quando a equipa aceita, no modo manual. Cada movimento fica registado no histórico do produto.
Um produto pode ter preços diferentes por tamanho?
Sim — as variantes são isso mesmo. Cada tamanho ou cor pode ter preço, peso e stock próprios; o que ficar em branco herda da ficha do produto.
O que acontece quando um tamanho esgota?
O assistente diz que está esgotado, em vez de vender. Se ligares a opção de aceitar encomendas acima do stock de hoje, propõe encomenda para outro dia; se não ligares, oferece o que existe.
Dá para pôr um produto em promoção sem mexer no preço?
Sim — o preço promocional tem data de início e de fim, e é o servidor que aplica o certo em cada dia, na conversa, no total e no site. Passado o prazo, volta o preço normal.
A minha lista de preços está num papel desorganizado. Serve?
Serve — colas a lista como está, ou mandas a fotografia ou o PDF, e a IA organiza numa tabela para revêres antes de gravar. O que não tiver preço fica «por confirmar», nunca tratado como grátis.
O catálogo aparece no site do negócio?
Sim — o site mostra os produtos ativos do catálogo, com foto e preço, e cada produto pode levar o botão de WhatsApp ou o «Link de venda», que funciona mesmo sem número ligado.
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